Só quero um real da China

Feliz 2016.

Começamos o ano com muitas demandas e pouca oferta.
Parlamentares do PT querem botar pressão em Dilma sob três frentes:
 
1) Alíquota de até 40% para o imposto de renda.
2) Maior tributação de dividendos e JCP.
3) Busca de empréstimos na China.
 
Nada mudou quanto à (in)viabilidade da primeira ou da segunda alternativa.
 
Já a terceira se tornou um pouco menos provável.
   
Quem soube pela manhã do circuit break (-7%) nas Bolsas chinesas deve ter imaginado uma causa hiperbólica.
 
Imaginou, e não encontrou.
 
Ok, a produção industrial continua enfraquecendo, e o Bacen optou por depreciar novamente o yuan.
 
Nada disso é realmente novidade.
 
China assusta pois não precisa de coisa alguma para se estressar; o estresse está lá, arraigado e latente.
 
A lição que Dilma tão bem nos ensinou: economias com planejador central são mais imprevisíveis do que economias de mercado.
 
Veja só, Ministério da Fazenda foi invadido por uma caminhonete de madrugada.
 
Esse atropelamento destruiu portas de vidro e catracas.
 
Agora qualquer um pode entrar na Fazenda sem se qualificar junto à recepção.
 
O ano virou, pouca coisa mudou até o momento.
 
O jeito é esperar por março - mês em que eventos políticos e policiais entram em conjunção astral.
 
Sabendo que tanta coisa acontece em março, seremos capazes de adiantar expectativas racionalmente?
 
Torço para que sim.
 
Seria loucura adentrar o novo ano desprotegido da inflação.
 
Lembra daquela historinha de que, depois de um faniquito em 2015, os preços seriam controlados em 2016?
 
Ela continua de pé, só mudaram as datas…
 
Da próxima vez, eu juro que me comporto!
 
Governo promete que o IPCA salgado do 1S16 recuará com muita intensidade no segundo semestre.
 
O mesmo Governo que bombou o dólar, soltou as tarifas públicas, não fez ajuste fiscal e que tenta pagar dívida com inflação.
 
Eu não acredito.
 
 
 

 

 

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